Com o final do mês de Setembro chegou um dos últimos concertos de 2009 dos Leapkick. Não que o queiramos, mas porque estamos fortemente empenhados em concluir até ao final do ano as gravações de quatro temas que já se iniciaram, tal como referimos neste mesmo blog num outro "post".
O concerto de abertura do palco das bandas jovens do concelho de Elvas ficou a cargo dos Leapkick que levaram os seus temas originais de rock em português até à Feira de São Mateus. Ao todo foram apenas 30 minutos de música uma vez que foi essa a indicação dada pela organização, algo escasso para o trabalho que desenvolvemos e promovemos ao longo do ano, mas aquilo que nos interessa é mostrar os temas que tocamos a mais gente e, como tal, ser duas horas ou trinta minutos não nos retira esse objectivo.
Queremos frisar uma nota que fizemos questão de referir durante o concerto que foi o facto de que sem o apoio da Associação Desportiva Bairro das Caixas não teria sido possível a nossa presença na iniciativa já que nos possibilitou o recibo para entrar nas contas da organização. Julgamos ser um ponto a rever em futuras edições de eventos que sejam promovidos pela mesma entidade uma vez que foi-nos dito inclusivé que uma das bandas que constava no cartaz não actuou por esse motivo, parece-nos que quando ao longo do ano se podem disponibilizar uns milhares de euros brutos para artistas conceituados, também se deveriam guardar algum sem que uma dezena de bandas andem desesperadas a lutar para obter um recibo de uns eurinhos.
Depois de resolver esse assunto um dia antes do dia de concerto, lá conseguimos pensar naquilo que realmente interessava, ou seja, o alinhamento e o espectáculo propriamente dito. O reportório foi definido na sala de ensaios no próprio dia do espectáculo e focou um arranque de concerto com três temas de rock energéticos, para nos três temas posteriores serem debitados os acordes das baladas que compusemos ao longo do ano. Outras três canções completaram o rol de um alinhamento que resultou bem, apesar do público um pouco apático devido, talvez, ao desconhecimento natural dos temas que são inéditos e não de uma qualquer banda que numa outra época construiu um êxito de MTV's. É o preço que se paga por tocar originais, ainda assim, é disto que gostamos e é por isso que lutamos. Estamos em crer que haverá sempre alguém que nos escute.
O som esteve ao mais alto nível com uma empresa extremamente competente a nível humano e profissional. Um bem haja a quem dignifica esta vertente que muitas vezes passa ao lado da maioria dos envolvidos: público, entidade promotora e, por vezes, da própria empresa de som. Nota menos para a eterna guerrilha entre as aparelhagens de som dos bares com a PA do palco situado em cima desses estabelecimentos e, também, para os cortes de energia que fez com que as duas bandas fizessem um teste de som entre as 17 e as 21 horas.